Pau de Giz (Edições Caixa Alta, 2018)

Pau de Giz, de António Luís Caramona.

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Edição e revisão de texto, coordenação editorial, design da capa e publicação, em 2018, por Madalena Caramona e Guilherme Pires. Paginação de Raquel Silva. Impresso na Gráfica 99.

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Para encomendas: livros@oficinacaixaalta.pt

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O Tó Luís é quem, no surrobeco das nossas vidas, risca a giz todas as memórias
apetecidas. Fernão Lopes de Cebolais de Cima, passarinho escondido numa águia, é cool e benfiquista ferrenho. É quem discursa em todos os jantares, de quem sabemos que vamos sempre ouvir uma história antiga e é quem traz a boa disposição para os encontros e as festas. É o irmão mais novo e um bom avô, que tem tanto de belfurrinheiro como de generoso. É madrugador, bom cozinheiro. É muito conversador, mas não ao telefone. O Tó Luís é uma lareira acesa num dia de Inverno com sol. É um braço forte e amigo. É trabalhador e engenhoso. É um homem de convicções, de causas boas ou más, criativo, corajoso, é cimento agregador e capa protectora da sua gente. É a continuidade dos laços da família, que o Pau de Giz ajuda a reviver. É o marionetista dos passados-presentes, é coração crescente em casa de madeira antiga, valhacouto fiel a quem o habita. Contador de histórias, guardador de gentes, fazedor de obras boas, restaurador de artes e de tretas, construtor de afectos, brincador de espírito, torcedor pelo Glorioso, vivedor de sonhos.

A estrada não tem fim: adiante além há mais coisas que fazer: gente nuvens
árvores a conhecer.